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Pedro Kilkerry · Modernismo

Cérbero

portugués

É, não vens mais aqui... Pois eu te espero,
Gele-me o frio inverno, o sol adusto
Dê-me a feição de um tronco, a rir, vetusto
- Meu amor a ulular... E é o teu Cérbero!

É, não vens mais aqui... E eu mais te quero,
Vago o vergel, todo o pomar venusto
E a cada fruto de ouro estendo o busto,
Estendo os braços, e o teu seio espero.

Mas como pesa esta lembrança... a volta
Da aléia em flor que em vão, toda transponho,
E onde te foste, e a cabeleira solta!

Vais corações rompendo em toda a parte!
Virás, um dia... E à porta do meu Sonho
Já Cérbero morreu, para agarrar-te.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Pedro Kilkerry
Título
Cérbero
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-cerbero--pedro-kilkerry-9c061a
Cita recomendada
Pedro Kilkerry, «Cérbero», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-cerbero--pedro-kilkerry-9c061a.html

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