CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaPedro Kilkerry

Pedro Kilkerry · Modernismo

Amor volat

portugués

Não, não é comigo que ele nasceu... A sua asa
Só a um tempo ruflou desse modo, tamanho!
Bateu-me o coração... E outro não sei que, estranho,
Rudamente o rasgou como o seu bico em brasa...

Entrou-mo todo, enfim, como quem entra em casa
E em meu sangue, a cantar, fez de um boêmio no banho!
Oh! Que pássaro mau! E eu nunca mais o apanho!
Vês: estou velho já. Treme-me o passo, e atrasa...

Olha-me bem, no peito, o rubro ninho aberto!
Hoje fúnebre, a piar, uma estrige ao telhado
E o meu seio vazio! e o meu leito deserto!

E vivo só por ver, como curvo aqui fico,
Esse pássaro voar largamente, um bocado
de músculos pingando a levar-me no bico!

Sigue explorando

Por su autor
Pedro Kilkerry · 24 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Ad veneris lacrimasCérbero →

Expediente

Autor
Pedro Kilkerry
Título
Amor volat
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-amor-volat--pedro-kilkerry-64e419
Cita recomendada
Pedro Kilkerry, «Amor volat», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-amor-volat--pedro-kilkerry-64e419.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.