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PoetósferaLa BibliotecaFrancisco Leite de Bittencourt Sampaio

Francisco Leite de Bittencourt Sampaio · Modernismo

Amores

portugués

Espera, meu anjo, não fujas tão cedo !

Acaso tens medo

Que o mundo maldiga de ti e de mim ?

Aqui neste bosque ninguem nos espreita :

E’s tão innocente !

Um beijo somente

Aceita…

Assim !

Oh ! deixa abraçar-te, morena mimosa !

Inveja-te a rosa

A cor d’essas faces de rubro setim !

Um beijo innocente…—Que goso, donzella !

Eu morro de amores

Sentindo os odores

Da bella.

Assim !

Escuta, não ouves ? ! São cantos sentidos,

São meigos gemidos

Que as rôlas amantes soltaram por fim !

Imita, se amas, a rôla amorosa ;

Comigo abraçada

Seràs minha amada,

Ditosa…

Assim !

Desmaias ? ! Suspiras ? !—Que linda figura !

Não mata a ventura,

Que então eu morrera de goso sem fim :

Desperta, innocente, que amores dão vida.

As rolas amaram,

Tambem se beijaram,

Querida…

Assim !

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Por su autor
Francisco Leite de Bittencourt Sampaio · 6 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Francisco Leite de Bittencourt Sampaio
Título
Amores
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-amores--francisco-leite-de-bittencou-7e1330
Cita recomendada
Francisco Leite de Bittencourt Sampaio, «Amores», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-amores--francisco-leite-de-bittencou-7e1330.html

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