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Antero de Quental · Modernismo

Amor vivo

portugués

Amar! mas d'um amor que tenha vida...
Não sejam sempre tímidos harpejos,
Não sejam só delirios e desejos
D'uma douda cabeça escandecida...

Amor que vive e brilhe! luz fundida
Que penetre o meu ser — e não só beijos
Dados no ar — delírios e desejos —
Mas amor... dos amores que têm vida...

Sim, vivo e quente! e já a luz do dia
Não virá dissipa-lo nos meus braços
Como névoa da vaga fantasia...

Nem murchará do sol á chama erguida...
Pois que podem os astros dos espaços
Contra débeis amores... se têm vida?

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Amor vivo
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-amor-vivo--antero-de-quental-9614e6
Cita recomendada
Antero de Quental, «Amor vivo», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-amor-vivo--antero-de-quental-9614e6.html

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