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PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

Amaritudo

portugués

Só por ti, astro ainda e sempre oculto,
Sombra do Amor e sonho da Verdade,
Divago eu pelo mundo e em anciedade
Meu próprio coração em mim sepulto.

De templo em templo, em vão, levo o meu culto,
Levo as flores d'uma íntima piedade.
Vejo os votos da minha mocidade
Receberem somente escárneo e insulto.

À beira do caminho me assentei...
Escutarei passar o agreste vento,
Exclamando: assim passe quando amei! —

Oh minh'alma, que creste na virtude!
O que será velhice e desalento,
Se isto se chama aurora e juventude?

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Amaritudo
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-amaritudo--antero-de-quental-fd1bcc
Cita recomendada
Antero de Quental, «Amaritudo», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-amaritudo--antero-de-quental-fd1bcc.html

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