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Abade de Jazente · Ilustración

Amor é um arder, que se não sente

portugués

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É febre, que no peito faz secura;
É mal, que as forças tira de repente.

É fogo, que consome ocultamente;
É dor, que mortifica a Criatura;
É ânsia a mais cruel, e a mais impura;
É frágoa, que devora o fogo ardente.

É um triste penar entre lamentos,
É um não acabar sempre penando;
É um andar metido em mil tormentos.

É suspiros lançar de quando, em quando;
É quem me causa eternos sentimentos:
É quem me mata, e vida me está dando.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Abade de Jazente
Título
Amor é um arder, que se não sente
Lengua
portugués
Época
Ilustración
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-amor-e-um-arder-que-se-nao-sente--abade-de-jazente-cd9e69
Cita recomendada
Abade de Jazente, «Amor é um arder, que se não sente», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-amor-e-um-arder-que-se-nao-sente--abade-de-jazente-cd9e69.html

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