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Abade de Jazente · Ilustración

A manhã fresca está, sereno o vento

portugués

A Manhã fresca está, sereno o vento,
O monte verde, o rio transparente,
O bosque ameno; e o prado florescente
Fragâncias exalando cento a cento.

O Peixe, a Ave, o Bruto, o branco Armento,
Tudo se alegra; e até sair a gente
Dos rústicos casais se vê contente,
E discorrer com vário movimento.

Este cava, outro ceifa e aquele o gado
Traz no campo a pastar de posto em posto;
Outro pega na fouce, outro no arado.

Tudo alegre se mostra: e só disposto
Tem contra mim o indispensável fado,
Que em nada encontre alívio, em nada gosto.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Abade de Jazente
Título
A manhã fresca está, sereno o vento
Lengua
portugués
Época
Ilustración
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-manha-fresca-esta-sereno-o-vento--abade-de-jazente-bc4f29
Cita recomendada
Abade de Jazente, «A manhã fresca está, sereno o vento», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-manha-fresca-esta-sereno-o-vento--abade-de-jazente-bc4f29.html

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