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PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

Voz do Outomno

portugués

Ouve tu, meu cançado coração,
O que te diz a voz da Natureza:
— «Mais te valera, nú e sem defeza,
Ter nascido em asperrima soidão,

Ter gemido, ainda infante, sobre o chão
Frio e cruel da mais cruel
deveza, Do que embalar-te a Fada da Beleza,
Como embalou, no berço da Ilusão!

Mais valera á tua alma visionaria
Silenciosa e triste ter passado
Por entre o mundo hostil e a turba varia,

(Sem ver uma só flor, das mil, que amaste)
Com odio e raiva e dor... que ter sonhado
Os sonhos ideaes que tu sonhaste!» —

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Voz do Outomno
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-voz-do-outomno--antero-de-quental-4cf14e
Cita recomendada
Antero de Quental, «Voz do Outomno», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-voz-do-outomno--antero-de-quental-4cf14e.html

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