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Manuel Maria Barbosa du Bocage · Romanticismo

Uma empada de gallico á janella

portugués

Uma empada de gálico à janela,
Fazendo meia, alinhavando trapos,
Enquanto a guerra faz tudo em farrapos,
Pondo o honrado a pedir, e a virgem bela!

Vai a trombuda, sórdida Michela
Fazendo guerra a marujais marsapos,
E sem que deste mil lhe façam papos,
C'o sesso também dá às porras trela:

Tudo em metal por dois canais ajunta;
Recrutas nunca teme, e do Castelo
Se ri, que aos beleguins as mãos lhes unta:

Nas públicas funções vai dar-se ao prelo:
Minh'alma agora, meu leitor, pergunta
Se o ser puta não é ofício belo?

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Título
Uma empada de gallico á janella
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-uma-empada-de-gallico-a-janella--manuel-maria-barbosa-du-boca-d21721
Cita recomendada
Manuel Maria Barbosa du Bocage, «Uma empada de gallico á janella», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-uma-empada-de-gallico-a-janella--manuel-maria-barbosa-du-boca-d21721.html

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