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Abade de Jazente · Ilustración

Tudo se muda: o génio unicamente

portugués

Tudo se muda: o génio unicamente
Em ser constante nos mortais porfia,
Connosco a vir ao mundo principia,
Connosco morre, e nunca se desmente.

Ele as paixões na idade mais florente,
Ele as acende na velhice fria:
É sempre o mesmo, e em nada se varia
Por mais que à vida a duração se aumente.

Dissimula-se sim, mas qualquer hora,
Apesar da mais rígida cautela,
Nos entrega cruel, e as faces cora.

Assim o antigo ardor, que me atropela,
Assim me incita, ó Nize, a que inda agora
Te adore amante, e te celebre bela.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Abade de Jazente
Título
Tudo se muda: o génio unicamente
Lengua
portugués
Época
Ilustración
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-tudo-se-muda-o-genio-unicamente--abade-de-jazente-14d7a8
Cita recomendada
Abade de Jazente, «Tudo se muda: o génio unicamente», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-tudo-se-muda-o-genio-unicamente--abade-de-jazente-14d7a8.html

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