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José Maria do Amaral · Modernismo

Tristeza Amarga

portugués

Não chames sonhos a tristeza e dores
Do coração que chora a mocidade,
Na tarde triste da tristonha idade,
Que é tronco seco onde morreram flores.

Sonhos não são; nem são já sonhadores
Os que da vida sabem a verdade;
Dor pungente e real é a saudade
Do tempo em que de nós fomos senhores.

Nossos não somos já, senão da morte,
Quando entre o mundo está e a sepultura
Em fase derradeira, a nossa sorte;

Quem pode então lembrar, sem amargura,
Tenha embora o vigor do ânimo forte,
Que vai da vida a luz ser noite escura!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
José Maria do Amaral
Título
Tristeza Amarga
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-tristeza-amarga--jose-maria-do-amaral-84e55f
Cita recomendada
José Maria do Amaral, «Tristeza Amarga», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-tristeza-amarga--jose-maria-do-amaral-84e55f.html

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