«Da belleza inimigo e da ternura,
Xenócrates descubro austero e triste,
Vergonhoso baldão da especie humana,
Que nem ao vivo scintilar de uns olhos,
Nem ao mago sorriso deslizado
De um labio, côr de purpura, ou de rosas,
Ou aos aureos anneis de tranças de ouro,
Da natureza escuta a voz suave,
E sopro avivador, que atêa o fogo,
Tão grato ao coração, que é delle a vida;
Fogo, que até do mar no abysmo fundo
Sujeita a seu imperio equóreos monstros,
E a sanguinario tigre, indocil sempre,
Amar ensina, e conhecer ternura.»