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Junqueira Freire · Romanticismo

Temor

portugués

Ao gozo, ao gozo, amiga. O chão que pisas
A cada instante te oferece a cova.
Pisemos devagar. Olhe que a terra
Não sinta o nosso peso.

Deitemo-nos aqui. Abre-me os braços.
Escondamo-nos um no seio do outro.
Não há de assim nos avistar a morte,
Ou morreremos juntos.

Não fales muito. Uma palavra basta
Murmurada, em segredo, ao pé do ouvido.
Nada, nada de voz, - nem um suspiro,
Nem um arfar mais forte.

Fala-me só com o revolver dos olhos.
Tenho-me afeito à inteligência deles.
Deixa-me os lábios teus, rubros de encanto.
Somente pra os meus beijos.

Ao gozo, ao gozo, amiga. O chão que pisas
A cada instante te oferece a cova.
Pisemos devagar. Olha que a terra
Não sinta o nosso peso.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Junqueira Freire
Título
Temor
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-temor--junqueira-freire-ead7d7
Cita recomendada
Junqueira Freire, «Temor», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-temor--junqueira-freire-ead7d7.html

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