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Guilherme de Azevedo · Modernismo

Sua alteza real o pequenino infante

portugués

Sua alteza real o pequenino infante
Matou, d'um tiro só, dois gamos na carreira:
Um hymno mais ao céo, pois era a vez primeira
Que sua alteza vinha á diversão galante!

Ó vergontea gentil! quando um tropel distante
De subito acordar os echos da clareira
E uma preza cansada, em rolos de poeira,
Varada, a vossos pés, caír agonisante,

Acercai-vos então da pobre fera exangue
Que estrebuxa de dôr n'um mar de lama e sangue
Sem que um grito de dó nos corações acorde!

No entanto não fiqueis na doce gloria absorto:
O velho javali parece ás vezes morto
Mas surge da agonia e os seus algozes morde!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Guilherme de Azevedo
Título
Sua alteza real o pequenino infante
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-sua-alteza-real-o-pequenino-infante--guilherme-de-azevedo-fcc659
Cita recomendada
Guilherme de Azevedo, «Sua alteza real o pequenino infante», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-sua-alteza-real-o-pequenino-infante--guilherme-de-azevedo-fcc659.html

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