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Manuel Maria Barbosa du Bocage · Romanticismo

Rapada, amarellenta cabelleira

portugués

Rapada, amarellenta cabelleira,

Vêsgos olhos, que o chá, e o doce engoda,

Bocca, que á parte esquerda se accommoda,

(Uns affirmam que fede, outros que cheira:)

Japona, que da ladra andou na feira;

Ferrujento faim, que já foi moda

No tempo em que Albuquerque fez a poda

Ao soberbo Hidalcão com mão guerreira:

Ruço calção, que espórra no joelho,

Meia e sapato, com que ao lodo avança,

Vindo a encontrar-se c′o esburgado artelho:

Jarra, com appetites de creança;

Cara com similhança de besbelho;

Eis o bedel do Pindo, o doutor França.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Título
Rapada, amarellenta cabelleira
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-rapada-amarellenta-cabelleira--manuel-maria-barbosa-du-boca-3016e0
Cita recomendada
Manuel Maria Barbosa du Bocage, «Rapada, amarellenta cabelleira», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-rapada-amarellenta-cabelleira--manuel-maria-barbosa-du-boca-3016e0.html

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