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Alphonsus de Guimaraens · Vanguardias / s. XX

Pulchra ut Luna

portugués

Celeste... É assim, divina, que te chamas.
Belo nome tu tens, Dona Celeste...
Que outro terias entre humanas damas,
Tu que embora na terra do céu vieste?

Celeste... E como tu és do céu não amas:
Forma imortal que o espírito reveste
De luz, não temes sol, não temes chamas,
Porque és sol, porque és luar, sendo celeste.

Incoercível como a melancolia,
Andas em tudo: o sol no poente vasto
Pede-te a mágoa do findar do dia.

E a lua, em meio à noite constelada,
Pede-te o luar indefinido e casto
Da tua palidez de hóstia sagrada.

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La Biblioteca

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Autor
Alphonsus de Guimaraens
Título
Pulchra ut Luna
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-pulchra-ut-luna--alphonsus-de-guimaraens-d5ee45
Cita recomendada
Alphonsus de Guimaraens, «Pulchra ut Luna», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-pulchra-ut-luna--alphonsus-de-guimaraens-d5ee45.html

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