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Aureliano Lessa · Romanticismo

Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Gratidão

portugués

Se tu não és o lyrio da innocencia,

E’s rosa, a flôr querida dos amôres;

Que importa, se és raïnha entre as mais flôres.

Que não tenhas do lyrio a innocua essencia?

Eu amo a rosa—imagem da existencia

Que se meandra de prazer e dôres,

Eu não te vi de espinhos passadores

Circumdada na tua florescencia.

Se o fado para mim fez-te innocente,

Se os espinhos despiste ao meu contacto.

Devo querer-te, ó flôr, eternamente.

Toda a acção nobre eu vivamente acato,

Praticaste commigo nobremente,

Quem tem um coração é sempre grato.

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Autor
Aureliano Lessa
Título
Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Gratidão
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-poesias-posthumas-do-dr-aureliano-jose-lessa-gra--aureliano-lessa-691c6a
Cita recomendada
Aureliano Lessa, «Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Gratidão», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-poesias-posthumas-do-dr-aureliano-jose-lessa-gra--aureliano-lessa-691c6a.html

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