CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaAureliano Lessa

Aureliano Lessa · Romanticismo

Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Amargura

portugués

Oh! não me pergunteis por que motivo

Pende-me a fronte ao péso da amargura,

Quando um suspiro trêmulo, afflictivo,

Sôbre os meus labios pallidos murmara.

Quando ao fundo do lago a pedra desce,

Globo de espuma á flôr do lago estala:

Assim é o suspiro: elle apparece,

Por que no coração cai dôr que o rala.

Do lago a face lisa espêlha flôres,

No fundo a vista não divisa o ceno;

Assim dentro do peito escondo as dôres

Mandando aos labios um sorriso ameno.

Mas quando uma afflicção acerba e crua

Mais que um rochedo o coração me opprime,

Quando nas chammas do soffrêr estúa

Como no incendio o resequido vime;

Não choro, não! — De angústias flagellado

Um queixume sequer eu não profiro;

Descai-me a fronte, penso no meu fado…

Oh! não me pergunteis porque suspiro!…

Sigue explorando

Por su autor
Aureliano Lessa · 46 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — A’ uns annosPoesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Canção →

Expediente

Autor
Aureliano Lessa
Título
Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Amargura
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-poesias-posthumas-do-dr-aureliano-jose-lessa-ama--aureliano-lessa-302677
Cita recomendada
Aureliano Lessa, «Poesias posthumas do Dr. Aureliano José Lessa — Amargura», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-poesias-posthumas-do-dr-aureliano-jose-lessa-ama--aureliano-lessa-302677.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.