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Guilherme de Azevedo · Modernismo

O velho Olimpo dorme o bom somno comprido

portugués

O velho Olimpo dorme o bom somno comprido
Que prostra o lutador no fim d'uma batalha,
E os Deuses d'outro tempo, em livida mortalha,
Descançam no torpor d'um mundo corrompido.

No puro céo christão, de estrellas revestido,
No entanto ha muito já que chora e que trabalha,
Por nós, o Christo bom sem que seu Pae lhe valha,
A fim de ver, de todo, o mundo redimido!

Justiça, traça o manto alvissimo e estrellado
E senta-te, mulher, no throno abandonado
Pelos vultos gentis de tantos Deuses velhos!

Depois inda maior, mais pura e mais serena,
No sangue de Jesus molhando a tua penna
Explica a nova lei no fim dos evangelhos!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Guilherme de Azevedo
Título
O velho Olimpo dorme o bom somno comprido
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-velho-olimpo-dorme-o-bom-somno-comprido--guilherme-de-azevedo-252906
Cita recomendada
Guilherme de Azevedo, «O velho Olimpo dorme o bom somno comprido», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-velho-olimpo-dorme-o-bom-somno-comprido--guilherme-de-azevedo-252906.html

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