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Domingos Olímpio · Modernismo

O Negro

portugués

Oh! Negro, oh! Filho da Hotentóia ufana
Teus braços brônzeos como dois escudos,
São dois colossos, dois gigantes mudos,
Representando a integridade humana!

Nesses braços de força soberana
Gloriosamente á luz do sol desnudos
Ao bruto encontro dos ferrões agudos
Gemeu por muito tempo a alma africana!

No colorido dos teus brônzeos braços,
Fulge o fogo mordente dos mormaços
E a chama fulge do solar brasido...

E eu cuido ver os múltiplos produtos
Da Terra - as flores e os metais e os frutos
Simbolizados nesse colorido!

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Por su autor
Domingos Olímpio
Dónde vive
La Biblioteca

Expediente

Autor
Domingos Olímpio
Título
O Negro
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-negro--domingos-olimpio-a0a155
Cita recomendada
Domingos Olímpio, «O Negro», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-negro--domingos-olimpio-a0a155.html

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