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Antero de Quental · Modernismo

Noturno (Antero de Quental)

portugués

Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...

Como um canto longínquo - triste e lento-
Que voga e sutilmente se insinua,
Sobre o meu coração que tumultua,
Tu vestes pouco a pouco o esquecimento...

A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando. entre visões, o eterno Bem.

E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Gênio da Noite, e mais ninguém!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Noturno (Antero de Quental)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-noturno-antero-de-quental--antero-de-quental-60f1b4
Cita recomendada
Antero de Quental, «Noturno (Antero de Quental)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-noturno-antero-de-quental--antero-de-quental-60f1b4.html

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