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Pedro Kilkerry · Modernismo

Não sei a causa

portugués

Não sei da causa. Oh! tanto gelo
E tanta névoa por sobre mim,
Que dizes brilha no meu cabelo
E que, no rosto, me brilha assim.

Se bebo em vaso de marmor preto
O vinho negro da minha dor,
E arde no fogo do meu soneto
A ovelha branca da minha dor.

Choro se penso no teu afeto
Na alta doçura de teu amor,
Rio, se ao peso do mal secreto
Encurva as asas a minha dor...

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Pedro Kilkerry
Título
Não sei a causa
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-nao-sei-a-causa--pedro-kilkerry-69b8a0
Cita recomendada
Pedro Kilkerry, «Não sei a causa», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-nao-sei-a-causa--pedro-kilkerry-69b8a0.html

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