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Manuel Maria Barbosa du Bocage · Romanticismo

Não chores, cara esposa, que o Destino

portugués

Não chores, cara esposa, que o Destino

Manda que parta, á guerra me convida;

A honra prézo mais que a propria vida,

E se assim não fizera, fôra indigno.

«Eu te acho, meu Conde, tão menino

«Que receio...»— Ah! Não temas, não, querida;

A franceza nação será batida,

Este peito, que vês, é diamantino.

«Como é crivei que sejas tão valente?...»

Eu herdei o valor de avós, e paes,

Que essa virtude tem a illustre gente.

«Porém se as forças forem desiguaes?»

Irra, Condessa! És muito impertinente!

Tornarei a fugir, que queres mais?

« Em dialogo, a certo Fidalguinho que, pedindo vir

« com licença a Lisboa da guerra do Roussillon por

« cá se deixou ficar; até que o obrigaram a voltar:

«o estylo é rasteiro, attentas as pessoas que fallam.»

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Título
Não chores, cara esposa, que o Destino
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-nao-chores-cara-esposa-que-o-destino--manuel-maria-barbosa-du-boca-d65299
Cita recomendada
Manuel Maria Barbosa du Bocage, «Não chores, cara esposa, que o Destino», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-nao-chores-cara-esposa-que-o-destino--manuel-maria-barbosa-du-boca-d65299.html

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