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Curvo Semedo · Romanticismo

Morreu Bocage, sepultou-se em Gôa

portugués

Morreu Bocage, sepultou-se em Gôa!

Chorai, moças venaes, chorai, pedantes,

O insulso estragador dos consoantes.

Que tantos tempos aturdiu Lisboa!

Por aventuras mil obteve a c′rôa

Que a fronte cinge dos heroes andantes;

Inda veio de climas tão distantes

Á toa vegetar, versar á toa:

Este que vês, com olhos macerados,

Não é Bocage, não, rei dos bregeiros.

São apenas seus olhos descarnados:

Fugiu do cemiterio aos companheiros;

Anda agora purgando seus peccados

Glosando aos cagaçaes pelos outeiros.

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Por su autor
Curvo Semedo
Dónde vive
La Biblioteca

Expediente

Autor
Curvo Semedo
Título
Morreu Bocage, sepultou-se em Gôa
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-morreu-bocage-sepultou-se-em-goa--curvo-semedo-0c287b
Cita recomendada
Curvo Semedo, «Morreu Bocage, sepultou-se em Gôa», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-morreu-bocage-sepultou-se-em-goa--curvo-semedo-0c287b.html

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