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Garcia de Resende · Renacimiento

Minha vyda

portugués

Vylançete de garçia de rresende a que tambem fez o som.

Minha vyda,
poys esperança nam tem,
nam na deseje ninguem.

Se souberam
meus olhos, quando vos vyram,
o mal c'avya de sser,
nam poderam
consentyr, nem conssentyram,
ver-m'assy loguo perder.
Padeçer
he meu e nam de ninguem,
sem desejar nenhum bem.

Quem quiser
nam ser mal-aventurado,
nem ter sempre triste vyda,
ha mester,
como se vyr com cuydado,
que lhe de loguo sahyda.
que perdida
he a vyda que o tem
sem esperar nenhum bem.

Dyguo isto
porque loguo nam momento
perdy toda a esperança,
tenho vysto
perder muyto em pouco tempo
e ganhar desconfiança.
hoo lembrança!
nam me vos tyre ninguem,
que jaa nom quer'outro bem.

Cabo.

Porque sey
que tudo ha d'acabar
contrayro do que s'espera.
bradarey
que se goardem d'esperar,
porqu'esperar desespera.
Se me dera
este conselho alguem
quyçaa me goardara bem.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Garcia de Resende
Título
Minha vyda
Lengua
portugués
Época
Renacimiento
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-minha-vyda--garcia-de-resende-c6dc8a
Cita recomendada
Garcia de Resende, «Minha vyda», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-minha-vyda--garcia-de-resende-c6dc8a.html

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