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Guilherme de Azevedo · Modernismo

Melancolias do outono! Eu quando além descubro

portugués

Melancolias do outono! Eu quando além descubro,
Nas tristezas do campo, as filas mugidoras
Dos vagarosos bois que voltam das lavouras,
Compungem-me as crueis desolações d'outubro!

Das orlas do poente, afogueado, rubro,
Ó moribundo sol! com que poesia douras,
As formas triviaes das cabecitas louras,
Que, ás portas dos casaes, de bençãos tambem cubro!...

Solta o canto final a orchestra da folhagem:
São horas de partir; apresta-se a viagem,
E as noites dos saraus hão de voltar mais bellas!

Mas as vistas lançando ás regiões saudosas,
Nos esforços crueis das tosses dolorosas,
Em bandos vão partindo as tisicas donzellas!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Guilherme de Azevedo
Título
Melancolias do outono! Eu quando além descubro
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-melancolias-do-outono-eu-quando-alem-descubro--guilherme-de-azevedo-39ccd9
Cita recomendada
Guilherme de Azevedo, «Melancolias do outono! Eu quando além descubro», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-melancolias-do-outono-eu-quando-alem-descubro--guilherme-de-azevedo-39ccd9.html

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