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PoetósferaLa BibliotecaJunqueira Freire

Junqueira Freire · Romanticismo

Martírio

portugués

Beijar-te a fronte linda
Beijar-te o aspecto altivo
Beijar-te a tez morena
Beijar-te o rir lascivo

Beijar o ar, que aspiras
Beijar o pó, que pisas
Beijar a voz, que soltas
Beijar a luz, que visas

Sentir teus modos frios
Sentir tua apatia
Sentir até repúdio
Sentir essa ironia

Sentir que me resguardas
Sentir que me arreceias
Sentir que me repugnas
Sentir que até me odeias

Eis a descrença e crença,
Eis o absinto e a flor,
Eis o amor e o ódio,
Eis o prazer e a dor!

Eis o estertor de morte,
Eis o martírio eterno,
Eis o ranger de dentes,
Eis o penar do inferno!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Junqueira Freire
Título
Martírio
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-martirio--junqueira-freire-733dec
Cita recomendada
Junqueira Freire, «Martírio», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-martirio--junqueira-freire-733dec.html

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