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Diogo Bernardes · Barroco

Já não posso ser contente (Diogo Bernardes)

portugués

Já não posso ser contente,

tenho a esperança perdida.

Ando perdida entre a gente,

nem mouro, nem tenho vida.

Prazeres que tenho visto,

onde se foram? qu’é d’elles?

Fôra-se a vida co’elles!

Não me vira agora nisto!

Vejo-me andar entr’a gente

Como cousa esquecida:

Eu triste, outrem contente,

Eu sem vida, outrem com vida.

Vieram os desenganos,

acabaram os receios:

Agora choro meus danos

e mais choro bens alheios:

passou o tempo contente,

e passou tão de corrida

que me deixou entr′ a gente

sem esperança de vida.

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Por su autor
Diogo Bernardes
Dónde vive
La Biblioteca

Expediente

Autor
Diogo Bernardes
Título
Já não posso ser contente (Diogo Bernardes)
Lengua
portugués
Época
Barroco
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-ja-nao-posso-ser-contente-diogo-bernardes--diogo-bernardes-35362f
Cita recomendada
Diogo Bernardes, «Já não posso ser contente (Diogo Bernardes)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-ja-nao-posso-ser-contente-diogo-bernardes--diogo-bernardes-35362f.html

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