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Tomás António Gonzaga · Romanticismo

IV — IV

portugués

Ainda que de Laura esteja ausente,
Há de a chama durar no peito amante;
Que existe retratado o seu semblante,
Se não nos olhos meus, na minha mente.

Mil vezes finjo vê-la, e eternamente
Abraço a sombra vã; só neste instante
Conheço que ela está de mim distante,
Que tudo é ilusão que esta alma sente.

Talvez que ao bem de a ver amor resista;
Porque minha paixão, que aos céus é grata
Por inocente assim melhor persista;

Pois quando só na ideia ma retrata,
Debuxa os dotes com que prende a vista,
Esconde as obras com que ofende, ingrata.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Tomás António Gonzaga
Título
IV — IV
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-iv-iv--tomas-antonio-gonzaga-5c6155
Cita recomendada
Tomás António Gonzaga, «IV — IV», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-iv-iv--tomas-antonio-gonzaga-5c6155.html

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