CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaTomás António Gonzaga

Tomás António Gonzaga · Romanticismo

II — VI

portugués

De que te queixas,
Língua importuna?
De que a Fortuna
Roubar-te queira
O que te deu?
Este foi sempre
O gênio seu.

Levou, Marília,
A ímpia sorte
Catões à morte;
Nem sepultura
Lhes concedeu.
Este foi sempre
O gênio seu.

A outros muitos,
Que vis nasceram,
Nem mereceram,
A grandes tronos
A ímpia ergueu.
Este foi sempre
O gênio seu.

Espalha a Cega
Sobre os humanos
Os bens, e os danos,
E a quem se devam
Nunca escolheu.
Este foi sempre
O gênio seu.

A quanto é justo
Jamais se dobra;
Nem igual obra
C'os mesmos Deuses
Do claro Céu.
Este foi sempre
O gênio seu.

Sobe, ao Céu, Vênus
Num carro ufano;
E cai Vulcano
Da pura esfera,
Em que nasceu.
Este foi sempre
O gênio seu.

Mas não me rouba,
Bem que se mude,
Honra, e virtude:
Que o mais é dela,
Mas isto é meu.
Este foi sempre
O gênio seu.

Sigue explorando

Por su autor
Tomás António Gonzaga · 97 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← II — VII — VII →

Expediente

Autor
Tomás António Gonzaga
Título
II — VI
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-ii-vi--tomas-antonio-gonzaga-5edfa1
Cita recomendada
Tomás António Gonzaga, «II — VI», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-ii-vi--tomas-antonio-gonzaga-5edfa1.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.