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Guilherme de Azevedo · Modernismo

Formosuras do inverno! Ao sol das duas horas

portugués

Formosuras do inverno! Ao sol das duas horas
A aérea multidão de fadas quebradiças,
Gentis apparições dos bailes e das missas,
Desliza no fulgor das pompas seductoras.

No arfar da cazimira ha frases tentadoras
E maciezas taes nas languidas pelliças,
Que as tristes commoções, decrepitas, mortiças,
Resurgem do lethargo ó pallidas senhoras!

E muitos hão de ter uns extasis divinos
Ouvindo soluçar, á noite, aos violinos,
A vaga introducção d'uma balada aerea;

Em quanto, do futuro, ao toque da alvorada,
Se escuta, a martellar na sua barricada,
Sinistra rota e fria, a livida Miseria.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Guilherme de Azevedo
Título
Formosuras do inverno! Ao sol das duas horas
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-formosuras-do-inverno-ao-sol-das-duas-horas--guilherme-de-azevedo-fa3e5d
Cita recomendada
Guilherme de Azevedo, «Formosuras do inverno! Ao sol das duas horas», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-formosuras-do-inverno-ao-sol-das-duas-horas--guilherme-de-azevedo-fa3e5d.html

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