CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaJoão de Lemos

João de Lemos · Modernismo

Flores e Amores — A Madrugada

portugués

Ei-la trajando verdores,

A linda mãe dos amores.

Com seus volateis cantores

Pelos campos a folgar;

Ei-la folgando na mata,

Que nas aguas se retrata,

Nas aguas de liza prata,

Na prata do lizo mar.

Salve, rainha formosa,

Festeja-te o lyrio, a rosa,

Dos jardins a mariposa,

Do trovador a canção;

Festeja-te a pastorinha,

Que nas cores te adivinha

Um pensamento, que tinha,

Que tinha no coração.

D’aldêa o sino te chama,

E o moço, que deixa a cama

Porque vae ver a quem ama

Ao pé da encosta d’alem;

Suspiram-te sempre os montes,

Abraçam-te os horizontes,

Choram-te rios e fontes,

Nas fontes d’amor que teem.

Bemdiz-te o velho, e ensina

Á neta, que é pequenina,

Rezas sanctas da divina

Crença, que tem no Senhor;

Bemdiz-te o armento balando,

Do tumilho o cheiro brando,

E o pegureiro cantando,

Cantando magoas d’amor.

Vem, ó linda madrugada,

Vem de violetas c’roada,

Pelas brizas embalada,

Vem nestes campos folgar;

Folga nos céus e na mata,

Que nas aguas se retrata,

Nas aguas de lisa prata,

Na prata do liso mar.

Sigue explorando

Por su autor
João de Lemos
Dónde vive
La Biblioteca

Expediente

Autor
João de Lemos
Título
Flores e Amores — A Madrugada
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-flores-e-amores-a-madrugada--joao-de-lemos-f6956e
Cita recomendada
João de Lemos, «Flores e Amores — A Madrugada», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-flores-e-amores-a-madrugada--joao-de-lemos-f6956e.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.