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Antero de Quental · Modernismo

Evolução (Antero de Quental)

portugués

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paul, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

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La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Evolução (Antero de Quental)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-evolucao-antero-de-quental--antero-de-quental-79aebd
Cita recomendada
Antero de Quental, «Evolução (Antero de Quental)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-evolucao-antero-de-quental--antero-de-quental-79aebd.html

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