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PoetósferaLa BibliotecaJosé Agostinho de Macedo

José Agostinho de Macedo · Romanticismo

Epodos de Horácio — III

portugués

SE ha Parrecida que do Pai caduco,

O sangue derramasse;

Alhos coma sómente, que a Cicuta

He menos venenosa.

Oh cegadores rusticos, vós tendes

Estomagos de ferro!

Que veneno cruel me despedaça

As torradas entranhas!

Atróz peçonha, Vibcra cruenta

Lançou nestes manjares

Ou, delles foi maldita cozinheira

A pérfida Canidia.

Quando o bello Jazão, dos Argonautas

O Conductor Valente,

Foi subjugar os indomaveis Toiros,

Sob ignorado jugo;

Medéa os membros the banhou co'o çumo

Dos alhos expremido.

Antes que as rédeas aos Dragoens Sanhudos

Baresse sobre os ares,

Fugindo de Corintho, com tal çumo

Os vestidos molhava

Com que do leito seu vingava a afronta

Na Rival innocente.

Jámais nos campos de Calabria, Sirio

Vomitou tanto fogo,

Jámais nas veias do valente Alcides

De Nezo as vestiduras

Tantos accezos turbilhoens lançárão

De chamma abrazadora.

E se veneno tal, teu gosto prende,

Verás, charo Mecenas

Como de ti fugindo a rerna Môça

Teus osculos regeita.

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Autor
José Agostinho de Macedo
Título
Epodos de Horácio — III
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-epodos-de-horacio-iii--jose-agostinho-de-macedo-b32e38
Cita recomendada
José Agostinho de Macedo, «Epodos de Horácio — III», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-epodos-de-horacio-iii--jose-agostinho-de-macedo-b32e38.html

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