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Frei Caneca · Romanticismo

Entre Marília e a pátria

portugués

Entre Marília e a pátria
Coloquei meu coração:
A pátria roubou-m'o todo;
Marília que chore em vão.

Quem passa a vida que eu passo,
Não deve a morte temer;
Com a morte não se assusta
Quem está sempre a morrer.

A medonha catadura
Da morte feia e cruel,
Do rosto só muda a cor
Da pátria ao filho infiel.

Tem fim a vida daquele
Que a pátria não soube amar;
A vida do patriota
Não pode o tempo acabar.

O servil acaba inglório
Da existência a curta idade;
Mas não morre o liberal,
Vive toda a eternidade.

Entre Marília e a pátria
Coloquei meu coração:
A pátria roubou-m'o todo;
Marília que chore em vão.

Marília, pede a teus filhos,
Por minha própria abenção,
Morram, como eu, pela pátria;
Marília que chore em vão.

Apenas forem crescendo,
Cresçam co'as armas na mão,
Saibam morrer, como eu morro;
Marília que chore em vão.

Defender os pátrios lares,
É dever do cidadão.
Quando exalem pela pátria;
Marília que chore em vão.

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Por su autor
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Expediente

Autor
Frei Caneca
Título
Entre Marília e a pátria
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-entre-marilia-e-a-patria--frei-caneca-82df8c
Cita recomendada
Frei Caneca, «Entre Marília e a pátria», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-entre-marilia-e-a-patria--frei-caneca-82df8c.html

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