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PoetósferaLa BibliotecaConstantino José Gomes de Souza

Constantino José Gomes de Souza · Romanticismo

Desengano (Constantino José Gomes)

portugués

Era tudo hypocrisia !

N’alma nem um sentimento

Do verbo que proferira

Proferindo o juramento…

Se um anjo os labios abriu

Para jurar, e mentir

Em nome da divindade ;

Se aquella vestal, tão pura,

Tornou-se, meu Deus, perjura,

Onde é que existe a verdade?

Foi n’uma noite de maio ;

E do céu a sentinella

Nocturna mandava um raio

Velar no aposento d’ella.

E eu, a sós co’os meus amores,

Entre os effluvios das flores,

Qu’embalsamam seu jardim,

Tinha o joelho no chão,

Nos labios o coração,

Batendo de amor sem fim.

Eu lhe dizia :—por Deus,

Mulher celeste, sê-minha,

Que nos rudes versos meus

Hei-de cantar-te rainha.

Será tão grande o meu canto,

Hei-de requintal-o tanto,

Tão alto farei que assome,

Que o universo assombrado,

De meu canto extasiado,

Ao cèo levará teu nome.

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Por su autor
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Expediente

Autor
Constantino José Gomes de Souza
Título
Desengano (Constantino José Gomes)
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-desengano-constantino-jose-gomes--constantino-jose-gomes-de-so-cd0411
Cita recomendada
Constantino José Gomes de Souza, «Desengano (Constantino José Gomes)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-desengano-constantino-jose-gomes--constantino-jose-gomes-de-so-cd0411.html

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