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Emiliano Perneta · Vanguardias / s. XX

De um Fauno

portugués

Ah! quem me dera, quando passa em meu caminho
Juno! com seu andar de névoa que flutua,
Poder despi-la dessa túnica de linho...
E vê-la nua! Eu só compreendo estátua nua!

Nua! essa corça nua é branca, e é como a Lua...
Ser eu Apolo! embriagá-la do meu vinho!
Porém se estendo no ar os meus braços, recua,
Esquiva a dama apressa o passo miudinho...

A dama foge, não deseja que eu avance...
Meu desejo, porém, é um gamo. De relance,
Vendo-a, corre a querer sugar-lhe o claro mel...

Despe-a; carrega-a, assim, despida, para o leito...
E, nua, em flor, bem como um sátiro perfeito,
Sobre o feno viola essa Virgem cruel!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Emiliano Perneta
Título
De um Fauno
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-de-um-fauno--emiliano-perneta-ad024f
Cita recomendada
Emiliano Perneta, «De um Fauno», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-de-um-fauno--emiliano-perneta-ad024f.html

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