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Aires Teles de Meneses · Renacimiento

De pungentes estimulos ferido

portugués

De pungentes estimulos ferido

O Regedor dos ceos e humilde terra,

Sôbre ti manda, desastrada Lysia,

Effeitos da sua íra.

A peste armada destruir teu povo

A um seu leve aceno vôa logo:

Estraga, fere, mata sanguinosa,

Despiedada e crua.

Despenhada no abysmo da ruina,

Fugir pretendes aos accesos raios,

Qual horrida phantasma, porém logo

Desfallecida cahes.

O açoute do Ceo lamenta, ó Lysia,

Mas inda muito mais os teus errores

Que provocar fizerão contra ti

Contagião mortal.

Dos Ceos apagar cuida a justa sanha

Da penitencia com as bastas ágoas,

Ja que revel e surda te mostraste

A seus mudos avisos.

Então verás ornada a nobre frente,

Como nos priscos tempos que passárão,

De esclarecidos louros, sinal certo

De teus almos triumphos.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Aires Teles de Meneses
Título
De pungentes estimulos ferido
Lengua
portugués
Época
Renacimiento
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-de-pungentes-estimulos-ferido--aires-teles-de-meneses-56cadd
Cita recomendada
Aires Teles de Meneses, «De pungentes estimulos ferido», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-de-pungentes-estimulos-ferido--aires-teles-de-meneses-56cadd.html

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