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Machado de Assis · Modernismo

Círculo Vicioso

portugués

Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
"Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

"Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela"
Mas a lua, fitando o sol com azedume:

"Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume"!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

"Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"...

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Machado de Assis
Título
Círculo Vicioso
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-circulo-vicioso--machado-de-assis-70a159
Cita recomendada
Machado de Assis, «Círculo Vicioso», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-circulo-vicioso--machado-de-assis-70a159.html

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