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Adelina Lopes Vieira · Vanguardias / s. XX

Chuva e Sol (Louis Ratisbonne, traduzido por Adelina Lopes Vieira)

portugués

Junta ao pendor do abismo e suster-se sozinha;
quase a tombar no mal, lutar vencendo o mal,
é difícil, é belo! Eu vi exemplo igual
na ingênua candidez de linda criancinha.

Disse a mamãe, um dia, à loura Georgeana:
— Se até anoitecer, eu não te ouvir chorar,
nem dar gritos, prometo, amor, ir-te comprar
uma nenê gentil, d'olhos de porcelana.

Apenas isto ouviu, a bela pequenita
dança e salta a cantar, com tal sofreguidão,
que entontecendo, cai, ao comprido, no chão.
Esqueceu-lhe a promessa. Ei-la que chora e grita.

— Prantos? adeus boneca. Ouvindo esta ameaça,
ergue-se Georgeana e diz muito ligeira,
mudando o choro em riso, e com imensa graça.
— Chorei... por brincadeira...

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Autor
Adelina Lopes Vieira
Título
Chuva e Sol (Louis Ratisbonne, traduzido por Adelina Lopes Vieira)
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-chuva-e-sol-louis-ratisbonne-traduzido-por-adeli--adelina-lopes-vieira-bb1806
Cita recomendada
Adelina Lopes Vieira, «Chuva e Sol (Louis Ratisbonne, traduzido por Adelina Lopes Vieira)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-chuva-e-sol-louis-ratisbonne-traduzido-por-adeli--adelina-lopes-vieira-bb1806.html

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