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Filinto Elísio · Romanticismo

Christo morreu ha mil e tantos annos

portugués

Christo morreu ha mil e tantos annos;

Foi descido da cruz, logo enterrado;

E ainda assim de pedir não tem cessado

Para o sepulchro d′elle os franciscanos!

Tornou a resurgir d′entre os humanos;

Subiu da terra ao céo, lá está sentado;

E á saúde d′elle sepultado

Comem á nossa custa estes maganos:

Cuidam os que lhes dão a sua esmola

Que ella se gasta na funcção mais pia...

Quanto vos enganais, oh gente tola!

O altar mór com dous côtos se allumia:

E o fradinho co′a puta, que o consola.

Gasta de noute o que lhe daes de dia.

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Por su autor
Filinto Elísio
Dónde vive
La Biblioteca

Expediente

Autor
Filinto Elísio
Título
Christo morreu ha mil e tantos annos
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-christo-morreu-ha-mil-e-tantos-annos--filinto-elisio-6d1517
Cita recomendada
Filinto Elísio, «Christo morreu ha mil e tantos annos», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-christo-morreu-ha-mil-e-tantos-annos--filinto-elisio-6d1517.html

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