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Adelino Fontoura · Modernismo

Celeste (Adelino Fontoura)

portugués

É tão divina a angélica aparência
E a graça que ilumina o rosto dela,
Que eu concebera o tipo da inocência
Nessa criança imaculada e bela.

Peregrina do céu, pálida estrela,
Exilada da etérea transparência,
Sua origem não pode ser aquela
Da nossa triste e mísera existência.

Tem a celeste e ingênua formosura
E a luminosa auréola sacrossanta
De uma visão do céu, cândida e pura.

E quando os olhos para o céu levanta,
Inundados de mística doçura,
Nem parece mulher — parece santa.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Adelino Fontoura
Título
Celeste (Adelino Fontoura)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-celeste-adelino-fontoura--adelino-fontoura-1b8574
Cita recomendada
Adelino Fontoura, «Celeste (Adelino Fontoura)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-celeste-adelino-fontoura--adelino-fontoura-1b8574.html

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