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Auta de Souza · Modernismo

Ao cahir da noite

portugués

AO CAHIR DA NOITE

Minhas saudades todas

Se vão mudando em astros...

A magua vae de rastros

Morrer na escuridão...

As amarguras doudas

Fogem como um lamento

Longe do Pensamento,

Longe do Coração.

E a Noite desce, desce

Como um sorriso doce,

Que em sonhos desfolhou-se

Na voz cheia de amor,

Da mãe que ensina a Prece

Ao filho pequenino,

De olhar meigo e divino

E labio aberto em flor.

Ah! como a Noite encanta!

Parece um Sanctuario,

Com o lindo alampadario

De estrellas que ella tem!

Recorda-me a luz santa,

Immaculada e pura,

Da grande noite escura

Do olhar de minha Mãe!

O’ Noite embalsamada

De castas ambrosias ..

No mar das harmonias

Meu ser deixa boiar.

Afasta, ó Noite amada,

A duvida e o receio,

Embala-me na seio

E deixa-me sonhar!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Auta de Souza
Título
Ao cahir da noite
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-ao-cahir-da-noite--auta-de-souza-eef72e
Cita recomendada
Auta de Souza, «Ao cahir da noite», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-ao-cahir-da-noite--auta-de-souza-eef72e.html

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