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Francisca Júlia da Silva · Vanguardias / s. XX

Anfitrite

portugués

Louco, às doudas, roncando, em látegos, ufano,
O vento o seu furor colérico passeia...
Enruga e torce o manto à prateada areia
Da praia, zune no ar, encarapela o oceano.

A seus uivos, o mar chora o seu pranto insano,
Grita, ulula, revolto, e o largo dorso arqueia;
Perdida ao longe, como um pássaro que anseia,
Alva e esguia, uma nau avança a todo o pano.

Sossega o vento; cala o oceano a sua mágoa;
Surge, esplêndida, e vem, envolta em áurea bruma,
Anfitrite, e, a sorrir, nadando à tona d'água,

Lá vai... mostrando à luz suas formas redondas,
Sua clara nudez salpicada de espuma,
Deslizando no glauco amículo das ondas.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Francisca Júlia da Silva
Título
Anfitrite
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-anfitrite--francisca-julia-da-silva-c739d4
Cita recomendada
Francisca Júlia da Silva, «Anfitrite», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-anfitrite--francisca-julia-da-silva-c739d4.html

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