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Olavo Bilac · Modernismo

A Velhice (Olavo Bilac)

portugués

O neto:

Vovó, por que não tem dentes?
Por que anda rezando só.
E treme, como os doentes
Quando têm febre, vovó?

Por que é branco o seu cabelo?
Por que se apóia a um bordão?
Vovó, porque, como o gelo,
É tão fria a sua mão?

Por que é tão triste o seu rosto?
Tão trêmula a sua voz?
Vovó, qual é seu desgosto?
Por que não ri como nós?

A Avó:

Meu neto, que és meu encanto,
Tu acabas de nascer...
E eu, tenho vivido tanto
Que estou farta de viver!

Os anos, que vão passando,
Vão nos matando sem dó:
Só tu consegues, falando,
Dar-me alegria, tu só!

O teu sorriso, criança,
Cai sobre os martírios meus,
Como um clarão de esperança,
Como uma bênção de Deus!

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Por su autor
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La Biblioteca

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Expediente

Autor
Olavo Bilac
Título
A Velhice (Olavo Bilac)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-velhice-olavo-bilac--olavo-bilac-5f1c5a
Cita recomendada
Olavo Bilac, «A Velhice (Olavo Bilac)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-velhice-olavo-bilac--olavo-bilac-5f1c5a.html

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