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Guerra Junqueiro · Vanguardias / s. XX

A velhice do Padre Eterno — XXVIII

portugués

Quando eu morrer abram-me o peito
E d'esta jaula, onde houve um leão,
Tirem, o carcere era estreito,
Meu velho e altivo coração.

Depois sem dó e sem respeito,
Sem um murmurio de oração,
Lancem-no assim, vai satisfeito,
Á valla obscura, á podridão,

Para que durma e se desfaça
No lodo amargo da Desgraça,
Por quem bateu continuamente,

Como um tambor que entre a metralha
Estoira ao fim d'uma batalha,
Rouco, furioso, ancioso, ardente!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Guerra Junqueiro
Título
A velhice do Padre Eterno — XXVIII
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-velhice-do-padre-eterno-xxviii--guerra-junqueiro-d7f07a
Cita recomendada
Guerra Junqueiro, «A velhice do Padre Eterno — XXVIII», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-velhice-do-padre-eterno-xxviii--guerra-junqueiro-d7f07a.html

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