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Guerra Junqueiro · Vanguardias / s. XX

A velhice do Padre Eterno — VII

portugués

Exeat de vobis spiritus malignas. RITUAL.

Baptisaes: arrancaes d'um anjo um satanaz.
Desinfectaes Ariel banhando-o em aguarraz
De egreja e no latim que um malandro expectora,
Dizeis á noite:--limpa a tunica da aurora,
E ao rouxinol dizeis:--pede a benção da c'ruja.
Daes os lirios em flôr ao rol da roupa suja,
Representaes a farça estupida e sombria
D'um conego a lavar um astro n'uma pia,
Finalmente extrahis da innocencia o pecado,
Que é o mesmo que extrahir d'uma rosa um cevado,
E tudo isto porque?
Porque na biblia um mono
Devora uma maçã sem licença do dono!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Guerra Junqueiro
Título
A velhice do Padre Eterno — VII
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-velhice-do-padre-eterno-vii--guerra-junqueiro-7260dc
Cita recomendada
Guerra Junqueiro, «A velhice do Padre Eterno — VII», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-velhice-do-padre-eterno-vii--guerra-junqueiro-7260dc.html

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