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Guerra Junqueiro · Vanguardias / s. XX

A velhice do Padre Eterno — IV

portugués

As creanças têm medo á noite, ás horas mortas
Do papão que as espera, hediondo, atraz das portas,
Para as levar no bolso ou no capuz d'um frade.
Não te rias da infancia, ó velha humanidade,
Que tu tambem tens medo ao barbaro papão,
Que ruge pela boca enorme do trovão,
Que abençôa os punhaes sangrentos dos tyranos,
Um papão que não faz a barba ha seis mil annos,
E que mora, segundo os bonzos têm escripto,
Lá em cima, de traz da porta do Infinito.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Guerra Junqueiro
Título
A velhice do Padre Eterno — IV
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-velhice-do-padre-eterno-iv--guerra-junqueiro-7bd0db
Cita recomendada
Guerra Junqueiro, «A velhice do Padre Eterno — IV», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-velhice-do-padre-eterno-iv--guerra-junqueiro-7bd0db.html

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