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PoetósferaLa BibliotecaJerónimo Baía

Jerónimo Baía · Barroco

A uma crueldade formosa

portugués

A minha bela ingrata
Cabelo de ouro tem, fronte de prata,
De bronze o coração, de aço o peito;
São os olhos reluzentes
Por quem choro e suspiro,
Desfeito em cinza, em lágrimas desfeito;
Celestial safira,
Os beiços são rubins, perlas os dentes;
A lustrosa garganta
De mármore polido;
A mão de jaspe, de alabastro a planta.
Que muito, pois, Cupido,
Que tenha tal rigor tanta lindeza,
As feições milagrosas,
- Para igualar desdéns a formosuras -
De preciosos metais, pedras preciosas,
E de duros metais, de pedras duras?

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Por su autor
Jerónimo Baía
Dónde vive
La Biblioteca

Expediente

Autor
Jerónimo Baía
Título
A uma crueldade formosa
Lengua
portugués
Época
Barroco
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-uma-crueldade-formosa--jeronimo-baia-88ca9a
Cita recomendada
Jerónimo Baía, «A uma crueldade formosa», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-uma-crueldade-formosa--jeronimo-baia-88ca9a.html

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