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Antero de Quental · Modernismo

A um poeta (Antero de Quental)

portugués

Tu que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.

Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares
Um mundo novo espera só um aceno...

Escuta! É a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! São canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!

Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
A um poeta (Antero de Quental)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-um-poeta-antero-de-quental--antero-de-quental-7a94be
Cita recomendada
Antero de Quental, «A um poeta (Antero de Quental)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-um-poeta-antero-de-quental--antero-de-quental-7a94be.html

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